"THIS"- 1998
 




This - (FIE 9118) / Design and art direction by RidArt

Relação das canções:(Click here to see the lyrics)

Frozen in Place (fragment) 0'45"
Unrehearsed 7'00"
Stupid 4'24"
Since the kids 5'55"
Nightman 6'13"
Fallen (the City of Night) 5'36"
Unready (fragment) 0'42"
Always is next 3'58"
Unsteady (Fragment) 0'58"
The Light Continent 14'02"



 
THIS - A Review by Martjin Koek , in The Netherlands  -  Thank you!
  (Leia em Português)

 
THIS -  first impression

Well, i've just purchased my copy of 'This' and here's my first impression. Of course, no Hammill-album can be fully reviewed after two times listening to it, but I think I can say that we have a beauty on our hands. The album contains echoes of the past, without sounding outdated or repetitive. It's also a very coherent album, in both the musical and lyrical way. It all begins with 'Frozen in place' where Hammills voice is the instrument for a short instrumental introduction. After some 50 seconds the first song starts with a nice saxophone-riff from Jaxon. And what a song it is! It starts off very calm, with a beautiful melody, and it's a about taking your  life in your own hands (I think). In the middle of the song we can celebrate the return of Peter's electric guitar, in a vicious riff. After some minutes guitaring the song returns to the calm, concluding in the phrase "This is for real". What an opening!  The next song is 'Stupid' and it shows us that we won't have to worry about Peter's vocal capabillities, now he's hitting 50. He enters the song with a very long, arabic-style, screamed 'I'm". The song itself is kind of bluesy, but Hammill-like. I particular liked Jaxon's contribution here. Anyway, it's a nice song.  The fourth one then, 'Since the kids', also opens overwhelming: with the banging of a strange pianochord. The song develops as a ballad, but a silent one. I mean: there are lots of spaces in the song which make it exciting.  The end of this song about marriage is very beautiful: the lyrics and the music melting together (and it won't be the last time on this album). 'Nightman', the fifth song, is a return to the guitar-based ballad, which  has been absent on Hammills albums since 'Isabel's dance', I think (but correct me if I'm wrong). Again, this is a great song, with a beautiful melody. Very Hammill-like too, no-one else writes these kind of songs. No flaw on this album then? Well, I have to admit, song number six 'Fallen  (the city of night)' doesn't work for me ('till now). I can hear a couple of nice ideas that could probably make a good song on their own, but the song in a whole seems to be one of those Hammill-songs where Peter sings, and there's a lot of noise and little trace of melody (yes, some people think that's a good description of ALL Hammill songs). After a short instrumental interval, played by Stuart Gordon, the next song  starts off: 'Always is next'. Great song again. An angry double Hammill  voice, almost Ph7-like. The electric guitar's on the foreground again and it pushes the song forward. I can hear us sing this song on the next  Hammill-concert, while banging our heads. The last interval is a repetition from a nice theme from 'Unrehearsed' and  then it's time for the last track, the fourteen-minute 'The Light Continent'. I expect this will be the most discussed song on the album. I assume you can either love it or hate it. I love it.
It's very slow, with strange, sparse instrumentation. Hammill sings a beautiful melody about Antartica, with filmish observations such as 'the distance is shimmered into timeless brightness now', or 'the barometer's dropping and the fog descended down, down'. What makes it really great for  me is that words and music are in perfect balance. The instrumentation is exactly what I think Antartica will be: cold, desolate and beautiful.

        All in all, I think it's a great album. It's sung with energy, the
        experiment's not shun and it all works very well. It also doesn't contain
        songs like 'Come clean' or 'Tenderness' which I always found too normal
        songs for Hammill.

        I hope you'll all post your opinions on THIS. I'm curious if you're all as
        enthousiastic as I am. (I'm sorry for my English, it might be wrong
        sometimes. I write in it, but I think in dutch).

        Greetings, 'till next time

        Martijn Koek

        THIS is for real

 


 
THIS - Primeiras Impressões  -  Crítica de Martjin Koek

Bem, eu acabei de comprar minha cópia de "This" e aqui estão minhas primeiras impressões.
Naturalmente, nenhum álbum de Hammill pode ser totalmente criticado com apenas umas poucas escutadas, mas acho que posso dizer que temos algo de belo em nossas mãos.
O disco contém ecos do passado sem soar fora de moda ou repetitivo. É também um álbum bastante coerente, tanto na linha poética quanto melódica. Tudo começa com "Frozen in Place", onde a voz de Hammill é o instrumento para uma pequena introdução instrumental. Após uns 50 segundos, a primeira canção começa com um bonito solo de Jaxon. E que canção! Começa bem calma, com uma linda melodia e é sobre ter a vida nas próprias mãos (eu acho). No meio da música, podemos comemorar a volta da guitarra de Peter em um "riff" feroz.
Após alguns minutos de guitarra, a canção retorna à calma, concluindo a frase: "This is for Real". Que abertura! A próxima música é "Stupid" e nos mostra que não temos que nos preocupar com a capacidade vocal de Hammill, agora perto dos 50.Ele começa com um longo "I'm" gritado em estilo árabe. A canção é um tipo de "blues", mas no estilo Hammill. Particularmente, gostei da contribuição de Jaxon aqui. De qualquer maneira, é uma canção agradável. A quarta, "Since the Kids", também começa soberbamente: com a batida de um estranho acorde de piano. A canção se desenvolve como uma balada, mas silenciosa. Quer dizer: há  nela muitos espaços que a tornam emocionante. O final  desta canção, sobre o casamento, é muito bonito: letra e música se completam (e não será a última vez neste álbum). "Nightman", a quinta, é a volta às baladas-de-violão, que estavam ausentes nos discos de Hammill desde "Isabel's Dance" (Out of Water), eu acho (mas corrijam-me se eu estiver errado).
Novamente, está é uma grande canção, com uma linda melodia. Bem ao estilo Hammill também. Ninguém mais escreve canções assim.  Nenhum defeito no disco então?  Bem, tenho que admitir que a música de número seis, "Fallen (the city of the night) não funciona para mim  (pelo menos até agora).  Posso ouvir umas boas idéias, que provavelmente já produziriam uma boa canção, mas no todo, ela parece ser uma daquelas canções em que Peter canta e há bastante barulho e um traço de melodia (sim, algumas pessoas acham que esta é uma boa descrição de TODAS as músicas de Hammill. Após um breve intervalo instrumental, tocado por Stuard Gordon, a próxima canção se inicia: "Always is Next". Outra grande canção! Uma voz dobrada e furiosa quase como em Ph7.  A guitarra em primeiro plano novamente empurra a canção. Já posso nos ouvir cantando esta canção no próximo concerto de Hammill, enquanto batemos as cabeças. O último intervalo é uma repetição do bonito tema de "Unrehearsed" e depois o momento da última faixa, "The Light Continent, de quatorze minutos. Suponho ser esta a canção mais discutida do álbum. Ou você a adora ou a odeia. Eu a adoro. Ela é bastante lenta com a instrumentação escassa e estranha. Hammill canta uma bela melodia sobre a Antártida, com observações cinematogáficas tais como: "a distância reflete suavemente no brilho infinito agora", ou "barômetros caindo e o "fog" baixando, baixando". O que a faz realmente sensacional para mim é que palavras e música estão em perfeito equilíbrio. 
A instrumentação é exatamente o que eu penso o que é a Antártida: fria, desolada e bela.

Resumindo, eu acho que é um grande álbum. É cantado com energia, os experimentos não faltam e tudo funciona muito bem. Também não há canções como "Come Clear"  e "Tenderness", que eu sempre achei muito normais para Peter Hammill.

Espero que todos vocês  coloquem suas opiniões sobre THIS. Estou curioso se todos estão entusiasmados como eu. (Desculpe pelo meu Inglês, ele pode estar errado algumas vezes. Escrevo com ele, mas penso em Holandês). 

Saudações, 'té mais 

Martijn Koek

THIS is for real
 


Opinião de Paulo Chagas,  diretamente de Portugal,  sobre o novo disco de Peter Hammill, "This".


 Para mim, This é um álbum de reconstrução de ambientes. Dos mais calmos e planantes até aos mais agrestes e intoleráveis ¾ o que no fundo tem caracterizado a obra de PH, a deslocação permanente entre estes polos-estados de espírito em oposição. A reconstrução pode também ser entendida como um livro de recordações e viagens às antigas (e menos antigas) canções quer de PH quer de VDGG. Nunca com o sabor da nostalgia mas sim com o cuidado da adaptação ao presente.

        É também um álbum de surpresas ¾ e é surpreendente como nós que conhecemos a obra hammilliana de alto a baixo continuamos a ser surpreendidos em cada novo disco.

        Nightman por exemplo poderia servir de canção paradigma de PH para o apresentar a quem não o conhece. Desde Over que não ouvia uma balada com esta força. Baseada numa linha melódica simples e cantada com um timbre entre o emocional e a volúpia é coberta por um cuidado arranjo instrumental partilhado apenas pelas cordas e pelos sopros farejando por momentos as escalas orientais. O contraste rítmico na secção marcial que antecede o final é fabuloso, surgindo o sax numa melodia circense.

    Fallen é uma bonita balada onde a perfeição das vozes em sublinhados à 5ª e à 8ª se enquadram agradavelmente. As secções de contraste instrumental, com o violino igualmente dobrado harmonicamente, sobrepõem-se a uma base rítmica extremamente complexa em compasso misto. O final é mais sónico e revisita indiscutivelmente os ambientes de Pawn Hearts reservando ainda uma inteligente colagem tonal com o instrumental Unready.

    Always is Next é uma resposta de PH aos ritmos actuais (techno, house, etc.) e oferece-nos aquilo que no fundo pode ser considerado um rap à sua maneira e temperado com os seus argumentos de produção.

    Stupid para além das surpreendentes vozes recorda-nos os tempos de Godbluff através dos velhos riffs harmónicos nos saxofones de David Jackson que curiosamente estão modulados com um efeito muito próximo do que foi usado em Careering de PH7. A linha de baixo revela o balanço que habitualmente era dado por Nic Potter e se tivéssemos Guy Evans a completar a secção rítmica em vez do menos versátil Manny Elias diríamos escutar uma nova canção dos VDGG.

    Since the Kids é talvez a minha favorita e transporta-me para os ambientes quer do ancestral This side of the looking glass quer do mais recente Gaya que são algumas jóias da coroa da minha predilecção hammilliana. É daquelas canções onde a voz e as palavras são quase tudo e onde não podemos dizer que falta alguma coisa e onde nada está a mais.

        O início do álbum refere-se a uma espécie de canto monástico à maneira daquilo que tinha sido usado anteriormente em Mediaevel de The future Now e envereda por uma linha de orientação extraordinariamente bem montada que é Unrehearsed e que faz a apresentação daquilo que iremos encontrar ao longo do álbum inteiro. Pessoalmente gosto de escutar logo de seguida The Light Continent porque me parece precisamente o mesmo conceito mas vestido do avesso. É uma experiência interessante pois a última faixa deixa-nos vaguear pela memória de todos os ambientes aqui reconstruídos e de todos os outros que já escutamos algures num qualquer tema deste incrível compositor e poeta.

        Paulo Chagas (de Portugal)
 

 

[Discografia PH 70 | Discografia PH 80 | Discografia PH 90 |   PH  | CompilationsVdGG]

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